sábado, 8 de janeiro de 2011
Aos Colegas Licenciandos
Sou acadêmico de História e prestes a me formar para a docência neste ano de 2010. Como de praxe, no último ano é tempo de colocar em prática o que lemos, discutimos, ou não, dentro do universo acadêmico nos longos quatro anos do curso, questões que vão da teoria filosófica às práticas pedagógicas que são inerentes às demandas de um ensino de qualidade.
É no último ano que o(a) licenciando(a) entra em sala de aula e assume a posição de proto-professor para cumprir as horas requisitadas pelo Estágio Curricular Supervisionado e encarar o cotidiano das escolas, por isso, é tempo, também, de choques de realidades, de exalar todo o tipo de sentimento que habita no inconsciente de um indivíduo; frustração, ansiedade, angústia, medo, frio, tremedeiras, insônia, aflição; por outro lado sente vontade, esperança, superação, alegria, satisfação, poder e alívio de estar cumprindo uma etapa decisiva para sua carreira e, principalmente, para sua vida.
Como somos humanos demasiados, cada um lida de uma forma com suas vivências, cada um reage de uma maneira, pode ser clichê, mas cabe a este individuo canalizar as coisas com uma visão positiva para encarar as barreiras fazendo-a desta fase um período de experiências ricas para sua vida, reconhecendo seus erros e aprendendo com eles. O mais importante é não deixar a chama da utopia apagar, pois nós, futuros professores, sabemos o quanto somos responsáveis pelo futuro da educação.
Viver com as adversidades, com as diferenças e com a responsabilidade a que nos é atribuída, precisa ser mais importante que qualquer mixaria que receberemos nesta profissão tão desvalorizada e humilhada historicamente. Desejamos a nós força para encarar os desafios que virão e inteligência para quebrar paradigmas, pois este será nosso papel nos próximos 25 ou 30 anos de profissão.
Marcelo Cardozo
Licenciando em História - Univille
*Esse artigo foi escrito especialmente para publicação no Jornal "A Notícia", porém como não publicado.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Artigo Publicado no Peleguícia
PANE ET CIRCENSES
Respeitável público (as luzes apagam-se - abrem-se as cortinas), o show não pode parar, como Jorge Ben já bem dizia em uma de suas músicas “o circo é a alegria de viver”. O Brasil é um verdadeiro circo da vida, onde temos o “macaco cientista” que reproduz suas habilidades tecnológicas promovendo um espetáculo digno de aplausos. Essa semana o país presenciou um dos maiores apagões, que “nunca na história deste país”, sucedera e o que mais chama atenção é a falta de investimentos em estrutura e tecnologia para gerir seus recursos energéticos. O circo está armado! Temos o “anão gigante”, o “palhaço ladrão” e a “vidente que tudo sabe e tudo vê”, as coisas tomam devidas proporções e da noite para o dia acabam roubando a cena. Irônico é ver a base do governo num duelo de Gladiadores a La Roma Antiga, de um lado o PT acobertando a “menina dos olhos” de Lula e de outro o PMDB de Sarney protegendo seu afilhado Ministro de Minas e Energia.
domingo, 2 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
De Quem para Quem???

A cidade vem de uma nova geração de bandas sedentas, com música de qualidade e diferente de tudo que se viu antes na cidade e, infelizmente, um grupo decide tomar as rédeas da Música de Joinville, dizendo o que ou não fazer com ela... (Entendo eu como “Associação”, uma organização que contemple o grupo de um determinado local, organizados e pertencem a um determinado seqguimento – independente de gênero, grau ou razão – e que juntos representem a linguagem ou manifestação deste contexto).
Contudo, desde 1999 eu toco em uma banda e nunca houve qualquer contato com algo dessa natureza, a não ser, um embrião formado por alguns músicos há 4 ou 5 anos atrás, que não saiu da casca devido à falta de coletivismo de alguns, que hoje fazem parte deste grupo acima citado.
Devo pensar que esta associação ficará restrita para um grupo seletivo, como segue outros seguimentos artísticos da afamada Jacucity, mero mercado empresarial com um tom maior de EGOCENTRISMO.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Sistema de Educação Feudal

Desde minha pequenês venho passando por vários métodos de ensino: cátedra, behaviorista, skineriana, etc... (imagina a cabeça dessa geração???) Devido a história da educação brasileira, infelizmente, ter sido construída de forma autoritária e alienada, com a iniciação pela escola cristã, passando pela autoritária, até chegar hoje onde estamos, com PCN (Parâmetro Curricular Nacional) desenvolvido numa perspectiva vygostiskyana e piagetiana, que sem dúvidas para quem prima por uma educação emancipadora e de inserção social, essa perspectiva é o norte coerente.
Mesmo com todo esse aparato de embasamento teórico, ainda temos um problema maior, comodismo e falta de atualização curricular dos (as) professores (as) que estão na rede pública a mais de 15 anos numa sala de aula. Esse é um dos aspectos que vem corroborando com a violência na escola e na sociedade, professores (as) despreparados (as) que não formam indivíduos, formam verdadeiros (as) aliens, mantendo o ciclo vicioso dos (as) jovens entre a vida no crime e a cadeia ou a morte, ou então a manutenção das formas de repressão legitimadas pelas próprias criaturas de forma alienada, como o paternalismo, machismo, homofobia, discriminação étnica etc...
Chego então no ponto principal de minha reflexão - “Sistema de Educação Feudal” que nada mais é o estado inerte de professores (as) desprovidos (as) de preparo psicológico e cognitivo para formar cidad@s emancipados (as) e autônomos (as), cujo principal função é manter inconscientemente, através de um poder superior, os pólos distantes, oprimidos (as) e opressores (as), caracterizando-se num legítimo DOI-CODI da educação.
A falta de renovação e/ou ampliação de educandos nas redes municipal e estadual não vêm sendo realizada de acordo com as necessidades, enquanto na gerêcia regional de educação do estado uma pilha de recém formados inscritos para vagas de ACT’s (Admitidos em Caráter Temporário), ou seja, vamos esperar licença prêmio ou mais um (a) professor (a) surtar, porque dramim é o remédio mais consumido na classe educacional.
Em contra-partida a politicagem na educação (outro tema que deve ser pautado com exclusividade), uma nova leva de licenciados (as) com a energia de quem saiu para “transformar o mundo” (força de expressão) contam com a sorte de não encontrar um (a) profissional que é formado (a) em direito há mais de 20 anos, mas tem padrinhos ou madrinhas inseridos (as) no sistema e acabam dando aula de qualquer coisa que aparecer, furando a fila e a esperança de novos (as) educandos (as). [1]
Eu gostava da Dona Alcimira, da Dona Rose, Dona Neuza... Mas naquele tempo eu não tinha idéia o quanto isso iria me reprimir futuramente. Eram professoras que também tinham o papel de mãe, agiam com muito carinho e às vezes com pulso firme, mas por outro lado tinha Dorotil, Elisa, Cecília, Rosane... Que estavam no tempo da régua na mão, cheirar lousa ou ficar de pé em frente esta de castigo... Eu passei por isso tudo no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. E é fato que muitas destas professoras estão dando aula ainda, outras morreram ou piraram de uma vez, pelo menos eu sei de umas quatro que ainda resistem ao tempo.
Minha adolescência não foi exemplar, e hoje compreendo que não fora por não me enquadrar aos métodos de repressão que tive, seja nos meios de educação e até mesmo por ter me desenvolvido socialmente em meio às pessoas reprimidas pela sua geração antecessora, porém não é o único motivo de ter uma adolescência tão precoce e um amadurecimento tardio.
A pergunta que fica é: Até quando isso resistirá???
quarta-feira, 16 de julho de 2008

Um colapso sem precedentes, esperançosos da casta ordem, regida por um aparente maestro barroco e sua abundante orquestra de surdos.
Submeto-me, às duras penas, nesta prisão perpétua e cada vez mais instigante, ao pior, liberto-me em subversivas idéias, que mantenho vivas e convictas dentro do imenso e complexo universo de idéias, pois transcender é a saída sensata para encontrar o inverso daquilo que se encontra intocável;
Enquanto rebelo-me contra um emaranhado de cordas, na qual para desfazer se faz necessário movimentar todas que estão no entorno interligadas umas às outras, laçadas umas às outras, umas mais que outras, me atrevo a desatar aquele nó mais próximo, mesmo que seja pequeno e simples, pois este dará folga para alcançar outro que me sufoca;
Devo concentrar-me nesse enredo incessante, assim não perco o fio da meada, que me levará ao caminho do bom senso e da liberdade, tão desejada que alguns acabam me vendo como rebelde sem causa, mas deste título eu mereço e sustento a idéia de que sou mais que uma corda inerte neste entrecho dramático e insuportável;
No entanto rebelei-me contra mim, pois passei mais que metade da minha vida não acreditando nessa mais que metade da minha vida, desnutrido da característica humana que há muito não passa de um jargão em livros de biologia – sapientia. O tempo passa com a pressa das tempestades de épocas e te arrasta pelas pernas, mas espero que a próxima mais que metade da minha vida caminhará para além de um jargão...
Imagem é mera brincadeira há uns 2 anos atrás no paint.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
GEIPA e uma nova fase
Ontem dia 5 de junho começou uma grande etapa em minha vida, e gostaria de compartilhar aos amigos.O primeiro encontro do GEIPA – Grupo de Estudos de Idéias e Práticas Anarquistas, e com uma organização legal, pois tínhamos em nosso grupo textos pré-selecionados, que garantiu uma boa discussão sobre as questões pertinentes ao Anarquismo na história, mais no âmbito epistemológico, e ainda mais, com o histórico dos participantes em luta social e movimento estudantil parece que foi bem positivo, todos assumiram seriamente a posição como militante libertário, isso faz com que o grupo, ainda que um microcosmo, seja diferente de outros coletivos de lutas em Joinville, a marca é a responsabilidade e ética na organização do GEIPA, parece mesmo o começo de uma mudança em algumas práticas em joinvas.
Against me! - We did it al for don
Please tell me why
we couldn’t stay
Don’t let this feeling ever go away
Let this memory forever be inside of me
Through every hour of every day
With the company of these friends
We drive on through the night
We're carried by the wheels of armageddon
We’re gonna force ourselves to live
Thankful it’s hurt more than we’ve ever felt
It’s just our means to an end
And honestly we were armed with our best intentions
Maybe those intentions alone
Are just enough to get us anywhere
but hereIn the middle of america
Six cylinders will take us further than any president
The same promises that we forgot the last time
There’s no difference between staying and a bullet in the head
Maybe it’s gonna come from the radio
Or the next 8 hour day
Driving to the next town
A collect call home to your best friend
We are the company we keep
We could live off of dumpsters if we have to
Sell our blood by the pint to make rent
This kind of dignity doesn’t come easy
But you’ll never find it for sale
And that's why we couldn't stay
Would never let that feeling ever go away
Kept a memory inside of us through every hour
Through every day until we died
It was with the company of those friends
We drove on through the night
Behind the wheel of armageddon
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Dispertar para o mundo real

Muito inseguro e indeciso eu vou postar aqui coisas sobre minha vida desde os 23 anos, que acabou me propiciando uma visão de mundo mais ampla, foi numa leitura um tanto que teórica, incrivelmente, acabei me identificando muito com o texto, são os Ensaios Sobre Consciência e Emancipação de Mauro Luis Iasi que comprei na feira do livro esse ano de 2008.
Com pouco mais de 20 anos de idade descobri algo que poderia mudar o rumo da minha vida, por meio de atitudes e idéias, a tal da consciência social, que diz respeito às minhas responsabilidades como cidadão que sou bem como sujeito partícipe e também construtor da história.
O fato é que o indivíduo nasce numa cultura de valores morais da burguesia imposta há muito tempo, sem escolha ele acaba reproduzindo aquele mesmo arquétipo de valores inexoravelmente arcaicos, que futuramente porá limites nas escolhas que o fará para sua vida.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
A Força
A ordem que empobrece as pessoas
É a mesma que enriquece outras
A vida passa tão depressa
Não há tempo para lamentos
O vento sopra os mesmos acontecimentos
Desabam tetos de ilusões
Tudo que sobrou foram sonhos
Na realidade o amor ainda insiste em zelar
A união que persiste em ficar
Enquanto eles pensam que estamos falidos
Fortaleceremos-nos de sentimentos
Somaremos nossas virtudes
Implantaremos radicais atitudes
Não cairemos diante de vossos pés
Resistiremos a toda inércia
Proliferada e dissimulada
Porque temos coragem para enfrentar
A força que teima em nos controlar
Eloperdido
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
"O que os olhos vêem, o coração não sente"

Vendas...
Vendas tua miséria
Vendas tua ganância
Vendas tuas terras
Vendas tuas finanças
Vendas tua história
Vendas todo teu corpo
Vendas tua memória
Vendas teu sofrimento
Vendas tua moral
Vendas tua verdade
Vendas teu ideal
Tua única liberdade
Vendas tua idéia
Vendas tua maldade
Vendas tua escravidão
Vendas teu caráter
Vendas tua esperança
Vendas tua saudade
Vendas tuas lembranças
Tua humanidade
Vendas! Venhas vendar meus olhos;
Pois nada que vendo tem preço;
E nada vejo sem óculos.
(Eloperdido)
1 - Termo (de minha autoria, nada em relação ao "mundo despessoaliado" ver em: o mundo de giselle)
referente às situações e posturas da sociedade pós-moderna.
Imagem no: http://www.decoradoronline.com.br/boas_ideias/imagens/consumo.jpg
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Últimos Informes
Gravação no Estúdio (11/12/2007)E acabou correndo, não como planejado, mas os principais objetivos foram devidamente alcançados, que foram as gravações e o myspace para divulgação e o show com as bandas divulgadas. Um show divertido para a maioria que lá estava, isso nos trouxe muito entusiasmo para trabalharmos ainda mais no aprimoramento das canções e performance no palco.
Quero aproveitar para fazer aqui um agradecimento especial a todos (as) que sempre estão nos apoiando, e dizer que vocês fazem parte da banda, pois estas pessoas nos dão toda a motivação possível para acreditarmos na banda.
Em breve publicarei aqui um Manifesto Cultura Monstro, com fundamentação teórica, um conceito e uma proposta social.
Vou deixar os links para ouvir as músicas e saber um pouco mais sobre a banda:
http://www.fotolog.com/culturamonstro4
http://www.myspace.com/culturamonstro
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=42476885
culturamonstro@yahoo.com.br
Entrevista com a banda:
http://vivonacidade.blogspot.com/2007/12/entrevista-cultura-monstro.html
Aproveito para indicar esse blog (Vivo Na Cidade), uma visão de mundo sempre voltada na inclusão social.
imagem por: Maikon Jean Duarte
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Ska Para Ninguém Por Defeito

Album « Si oh » - 2003
Segregación urbana ocasiona la exclusión social
La legalidad cubre la ilegalidad
Tu niño que escapas
A las rondas policíacas
Pero nunca te alejaras
De esta espiral
Y no tienen nada que vivir
Marginales que molestan
La alta sociedad
Escuadrones de la muerte
Buscan delincuentes
Ejecutivos recompensados
Por la impunidad
Maltratar, droga, sexo
Prostitución, incesto
Privado de alegrías infantiles
Hacer lo que quieres
En el mundo de donde vienes
Es tu único deseo
De hoy en día
quem quer só ouvir uma palhinha:
Acesse: http//www.lostrespuntos.com
Obs.: No site além de os caras disponibilizarem videos e mp3, contam até uma história do ska, o legal é que a história é contada do ponto de vista não norte-americano, como geralmente é contado, por isso não falam de Operation Ivy.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
"Migrantes": Por um teatro construtivo.

Joinville nesses últimos anos vem ampliando o espaço para as artes, e com isso o teatro está se sobressaindo como opção de entretenimento, e mais do que isso, uma forma de conhecer e analisar questões pertinentes à cultura construída até hoje na cidade.
Estou falando do último espetáculo realizado pela Companhia Dionísos de Teatro, que no seu décimo ano apresentou a peça “Migrantes”, que veio somar em seu repertório, como a 12ª montagem.
Tenho aqui muitas razões para postar e analisar essa produção, mas o motivo principal é a questão da perspectiva da peça em si, o trabalho do diretor e autor Silvestre Ferreira e sua companhia vai além de produzir arte pela arte, é fazer com que o espetáculo tenha mais vida, ocasionando numa função social, principalmente para a população de Joinville.
A principal fundamentação da peça foi entrevistas de migrantes, que em Joinville vieram a partir da década de 1970, no boom migratório, um fenômeno que transformou a cidade na maior e mais habitada de Santa Catarina. É importante citar aqui O Laboratório de História Oral da Univille, e a coordenadora Raquel S. Thiago como um eixo entre o projeto da peça e as fontes que serviram de base para a temática da produção.
A questão é: quando se tem entrevistas como base para produção, especificamente essa, remete às memórias, e assim histórias de vida que sucederam no período que agitou a cidade de Joinville no âmbito sócio cultural, bem como econômico.
Nesse sentido, temos uma adaptação teatral para questões relacionadas à história de Joinville, e histórias que contribuíram para a configuração cultural da cidade hoje. Se analisarmos do ponto de vista social, temos questões relevantes causadas pelo fator migração, que são as discriminações e preconceito cultural, ou melhor, a resistência de joinvilenses naturais aos indivíduos que aqui não nasceram, ou que tem descendência em outro estado e/ou cidade.
A apresentação mostrou o microcosmo da história não contada de Joinville, memórias de pessoas que saíram de situações miseráveis, e que aqui encontraram uma oportunidade de trabalho e com isso construíram uma vida mais digna, obtiveram suas próprias casas, e condições de criar seus filhos sem passar fome, ou em outras situações, como acontece na peça, histórias de amor e de conquista.
Mas o ponto principal foi à interação entre os atores e a platéia, que no meu ponto de vista, é o auge do teatro, e só aconteceu devido às relativas identificações dos espectadores perante às interpretações dos atores. É dessa forma que o teatro vai funcionar realmente como deve, é só dessa forma que a arte funcionará como estímulo à reflexão e ao respeito às diversidades culturais, fazendo com que indivíduos compreendam outras situações de vida, ou nesse caso, que não continuem reproduzindo a discriminação e exclusão que, principalmente, os bairros mais afastados de Joinville vêm sofrendo com o poder público e as mídias locais.
Esse espetáculo também ganhará mais força quando apresentar-se nas comunidades construídas a partir das migrações desde 1970. Quero novamente chamar a atenção para a alienação que a sociedade se submete, se até 1970 tínhamos pouco menos de 200 mil habitantes, em quase 40 anos esse número aumentou para 600 mil, quer dizer que não somos uma cidade germânica, e que Joinville não é, e nunca foi cidade dos Príncipes. Somos uma cidade com uma diversidade cultural equivalente às grandes metrópoles do Brasil, não em número, mas em proporções, e que façamos desta uma cidade mais humana e menos fria em relação aos bairros ocupados pelas multidões que não tiveram outra escolha a não ser vir atrás de uma nova vida, uma nova terra.
Para quem não assistiu ao espetáculo, fica a dica para a próxima temporada.
Link para A companhia: http://www.dionisosteatro.com.br/
Foto:http://cidadecultural.blogspot.com/2007/12/migrantes-da-dionisos-teatro-toca-pela.html
domingo, 2 de dezembro de 2007
Dia 15/12
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Semana da Consciência Negra

No dia 23 de Janeiro de 2003 foi sancionada a Lei de nº. 10.639, que inclui obrigatoriedade no currículo do ensino fundamental “História e Cultura Afro”.
A primeira pergunta que me vem é: será que a educação, ou os próprios Professores de história tem preparo para levar à sala de aula, com coerência, a cultura afro? – tendo em vista que terão que desconstruir uma série de fatores que ainda resistem ao tempo, como por exemplo, o preconceito – será que estão preparados para discutir essa delicada questão em sala de aula? - Ainda me pergunto – Será que a consciência é o bastante? Pois eu não me canso de ver e ouvir casos e mais casos de discriminação étnica, de gênero, aos portadores de necessidades especiais e etc etc...
Estamos há mais de 300 anos do esquartejamento de Zumbi, vai fazer 40 anos que Luther King foi assassinado. Nesses últimos anos eu tenho presenciado em Joinville uma série de situações de preconceito, que me deixam pouco esperançoso quanto ao humanismo nos próximos anos ou décadas.
Estou questionando a falta de investimento na Educação e o descaso no treinamento para atualização curricular de professores que estão há mais de 20 anos lecionando. Existem casos, como de São Paulo, que 25% dos educadores são portadores de depressão, e no Brasil há um déficit na parte de contratação desses, são poucos professores para uma leva imensa de educandos que com o passar dos anos só vem aumentando.
Se observarmos que a única esperança de um país menos miserável, com baixos índices de violência, e mais humano, é ter, ao menos, uma educação democrática e coerente em relação à consciência social e ambiental, estamos longe de termos algum resultado. È fácil sancionar leis, ter PCN’s (Parâmetros Curriculares Nacionais), Propostas Curriculares estaduais e LDB (Lei de Diretrizes e Bases) utópicas, pois não passam de papéis que auxiliam na escrita de PPP’s que ficam arquivados em gavetas sem qualquer utilidade, pois não temos uma prática educacional dentro desses moldes, muito menos motivação para isso.
Em Joinville, uma cidade que ainda é ostentada como “germânica”, uma realidade aquém do que vivemos, vem sofrendo mutações culturais e o que vemos no máximo, é uma educação que prepara para o mercado de trabalho, por ser uma cidade essencialmente industrial. Órgãos como ACIJ, AJORPEME, CDL e outras, ditam o que vai ou não acontecer, todos submissos aos grandes empresários de famílias fundadoras da cidade que não estão preocupados em construir um indivíduo consciente e agente da própria história, poderiam ser chamados de “ditadores simbólicos”, pois não estão visíveis à população alienada ao trabalho e a ordem.
A história que ainda é contada com aquele “romantismo tradicional”, cidade das flores, dos príncipes e das bicicletas, não mudou nada nesses últimos 40 anos, e para ajudar, temos uma mídia conivente, que ainda alimenta esse ambiente, e apóia políticos corruptos.
Desde 1960, Joinville vem recebendo milhares de migrantes de todos os lugares do Brasil, a diferença é que quando vêm do interior do Paraná, são marginalizados e postos às beiras de manguezais, quando não expulsos pelos secretários de habitação como aconteceram várias vezes.
A maior indignação é que a população nascida em Joinville acaba reproduzindo e estigmatizando-os como bandidos e invasores, com a grande ajuda das mídias locais. È perfeito para professores também entrarem na onda discriminatória e se negarem muitas vezes à lecionar em locais como Jardim Paraíso por exemplo, pois é lá que existe o maior índice de criminalidade. O mesmo discurso acaba sendo reproduzido e praticado pelo poder público, o estado em vez de ajudar a desconstruir esse estigma, faz da punição a única solução para essas pessoas.
Joinville, cidade que na semana da consciência negra, os próprios negros que nela residem e nasceram não sabem da programação que o Instituto Afro Brasileiro preparou, que nem é lá aquela coisa, sabemos das dificuldades de expressar sobre a cultura afro nessa cidade, e que a alienação perpassa todas as cores.
Quando falamos de cultura afro, falamos de construção social, a capoeira por exemplo, que tem toda uma simbologia por trás, também tem elementos que contribuem para uma sociedade mais justa, pois foi uma maneira de educar e manter as tradições que os negros traziam de suas etnias na África. A compreensão de rituais e tradições nos faz diferentes e não superiores ou inferiores, a compreensão é um estímulo para o respeito à diversidade cultural e o humanismo que nos falta, diante desta herança eurocêntrica que carregamos desde nossas mais tenras gerações.
A educação é a única chance que o ser humano tem de se auto conhecer e respeitar as diferenças culturais.
Educação não tem preço. Tem muito valor. (Gramsci)
sem citações-sem referências-sem indicações.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Cultura Monstro
Com um set de músicas próprias e dois covers (Clash e Operation Ivy), Cultura Monstro fez sua primeira apresentação num espaço de tempo necessário para não cansar o público presente, que se mostrou surpreso e envolvido.
A noite começou bem com um rock n’ roll empolgante, fez a galera esquecer-se de nosso normalíssimo clima chuvoso que estava lá fora. A banda Código de Bar também fazia sua estréia. O repertório contou com clássicos do rock desde 1950, destaque para Júpter Maçã e Chuck Berry (Johnny Be Good) que foram cantadas por muitos que conheciam.A banda seguinte da noite – Fixsoul – já experiente nas noites de Joinville, tocou grandes sucessos do rock 1950/60, mas o que mais chamou atenção fora a contribuição de uma pessoa especial do público - Helô, cantando Velhas Virgens (Abra suas Pernas) e a conhecida música Se Eu Tivesse Um Canudinho, empolgando a todos, participação muito aplaudida.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
ESTRÉIA "CULTURA MONSTRO"

domingo, 28 de outubro de 2007
"Madres de la Esperanza"
Em 1976, ano do golpe, aumentam o número de desaparecimentos e relativamente o número de Madres, gerando uma frustração coletiva por não serem ouvidas, as mães se mobilizam na então “Plaza de Mayo” para escrever uma carta pedindo uma audiência para que, realmente, explicassem o que estaria acontecendo com seus filhos.
E assim começaria a primeira das centenas de manifestações até hoje realizadas pelas Madres, que acabou inserindo uma série de outras reivindicações, como a luta pela igualdade social e anistia para os presos políticos, ganhando apoio de organizações em todo o mundo e acarretando até na volta do peronismo, configurando-se, assim, num grande movimento social. Hoje, depois de muitos anos de esforço, elas não obtiveram sucesso em relação aos seus filhos desaparecidos, mesmo assim não desistem da luta pela justiça.
Citação em:
MARX, K.; ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. 9. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.
sábado, 27 de outubro de 2007
Banda Cultura Monstro

O conceito é novíssimo, apoiado na idéia de Osni (ex-carademarte) denominado Superid Cultura Monstro, que tem fundamentação teórica em Freud (complexo de ID). Fez uma interpretação baseada no futuro, em que as pessoas, ao invés do consciente, usarão seu inconsciente, pois este estaria carregado de “super-conhecimentos”, daí Superid Cultura Monstro.
A idéia de Cultura Monstro saiu de Gustavo, aconteceu que junto com Marcelo lapidaram o conceito do Osni “SCM” e tiraram outras idéias deste. Também se refere ao futuro, mas com outra proposta, trata-se do caos total, falência da memória, dependências químicas, o concreto virando mangue. As idéias principais são estas, mas que passam de uma leitura regional para o global, transpondo os problemas numa só teia de fatores, relativizando as grandes catástrofes naturais nos quatro cantos do mundo.
Com a primeira idéia de Gustavo em fazer uma releitura desse conceito, a banda iniciou seus acordes no final de 2005, com Gus e Elo e outros integrantes que não entraram na wibe, após um tempo fechado para balanço e reconstrução de idéias, Cultura Monstro volta com uma formação fodástica e para iniciar o ciclo, a banda passa por uma fase Romantismo e Safadeza, que não necessariamente tratará de assuntos relacionados ao conceito "CM".
As influências são inúmeras, mas não entraremos em minúcias, em Romantismo e Safadeza as músicas são bem humoradas, calcadas nas noites de fins de semana em Joinville. Um misto de Rock, funk, ska e samba, transformam as músicas em strongs melodies dançantes e cantantes em algumas partes. Vale à pena conferir esta nova cara do rock joinvilense.



